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Anatomia da pele e permeabilidade cutânea

A pele é o maior órgão do corpo humano e o único que tem a capacidade de se relacionar com outros seres através do tato. Ela é composta de três camadas distintas chamadas de epiderme, a mais externa, de derme, a camada intermediaria e de hipoderme que é a camada mais interna e formada de células gordurosas.

Nessas partes da pele também encontramos os anexos cutâneos que são as unhas, os pelos e os cabelos.
Na camada mais externa temos as células de queratina, que é a proteína que protege a pele das agressões mecânicas, e é também a mesma proteína que dá a dureza aos fios de cabelo. No couro cabeludo temos ainda uma quantidade grande de glândulas sudoríparas e sebáceas, localizadas na derme e responsáveis pela formação do manto hidrolipidico, cosmético natural da pele.

Quando aplicamos um produto na pele ou nos cabelos queremos que ele atue nas suas várias estruturas e que tenha ação especifica para cada necessidade. Assim, de um hidratante espera-se que ele mantenha água dentro da pele e que impeça a sua saída. De um agente regenerador espera-se que ele estimule certas partes deste órgão e a faça parecer mais nova e de um produto para cabelos que ele cumpra a função de melhorar a aparência e devolver a saúde dos fios e do couro cabeludo.

A permeabilidade da pele e de seus anexos funciona de acordo com as suas características físico-químicas: pH cutâneo, a carga elétrica da substância, a lipossolubilidade ou hidrossolubilidade das secreções sudoríparas e sebáceas, frente aos produtos que podem penetrar na pele.
Existem algumas técnicas que aumentam a permeabilidade cutânea. Por exemplo a massagem: por meio de manobras na superfície cutânea faz com que um produto seja introduzido mais facilmente pois os vasos sanguíneos se dilatam, favorecendo a permeabilidade. Outros elementos podem também afetar a permeabilidade:

– Calor: apresenta efeitos térmicos e dilatadores.
– Hidratação: melhora a absorção ao modificar o pH.
– Esfoliaçao: a retirada dos queratinócitos: afinam a pele.
– Eletricidade: alguns parelhos elétricos podem forçar produtos com carga elétrica.

Produtos capilares podem ter alguma penetração na pele desde que tecnicamente bem produzidos e feitos para este fim.
O couro cabeludo tem muitos vasos sanguíneos e, por isso, pode dar a impressão de que seja uma área onde a aplicação de um produto na pele desta parte do corpo possa ter uma absorção maior do que em outra parte qualquer.

Felizmente ou infelizmente essa absorção é muito pequena e restrita ao folículo piloso. Isto significa que, se alguém aplicar um produto especial para cabelos no couro cabeludo ele vai fazer o efeito que se espera dele nos fios , na sua parte mais externa, chamada de haste ou na sua parte mais interna composta pelo bulbo capilar e pelo conjunto de estruturas chamada de raiz do cabelo, mas se quisermos um efeito sistêmico isso não vai ocorrer.
Quando adicionamos uma vitamina num xampu, ela vai agir localmente mas não vai ser absorvida pelo corpo, O seu efeito vai ser na pele do couro cabeludo e nos cabelos mas não, por exemplo, no fígado!

Portanto qualquer ativo químico que for adicionado a xampus, condicionadores, máscaras, tônicos, finalizadores ou outros tipos de produtos capilares vai agir nos cabelos mas não será absorvido pelo organismo e não terá efeitos sistêmicos!
Para se manter os cabelos saudáveis é necessário o uso de produtos adequados a cada situação e depende muito da qualidade do que se usa. É muito importante que se procure saber a origem do que se aplica no corpo e, mais importante ainda, não se deve acreditar em fórmulas mágicas ou ditas “naturais” que aprecem a todo momento na internet. Lembre-se que a saúde é o bem maior que se tem.

 

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